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10 de julho de 2018 às 11h30

'Open Offices' diminuem interação e produtividade

Pesquisa da Harvard Business School concluiu que os já famosos 'Open Offices' (escritórios abertos, em inglês) diminuem a interação entre os colaboradores em até 72%. Estes espaços, sem paredes e salas individuais, ainda pode causar aperda de produtividade, diz o estudo. Até o resultado deste estudo, acreditava-se, justamente, no contrário.

Nos Estados Unidos, conforme revelou uma reportagem da edição online da revista Época Negócios, 70% dos escritórios de empresas usam esse modelo sem salas individuais, mesas privadas ou espaços fechados. Os funcionários sentam lado a lado, compartilhando mesas e, muitas vezes, trazendo seu próprio computador.

Metodologia 
Para o estudo, os pesquisadores acompanharam a reforma de um escritório de uma empresa grande, que integra a lista da Fortune 500. Eles compararam durante um período de 15 dias a forma das pessoas trabalharem e interagirem antes e depois do escritório ganhar o formato de plano aberto. Antes da reforma, os funcionários interagiam por quase 5,8 horas pessoalmente. No cenário posterior, as mesmas pessoas mantinham conversas pessoais por cerca de 1,7 hora por pessoa.

Durante o período analisado, esses funcionários passaram a enviar muito mais mensagens para seus colegas (56%). Foi assim que buscaram, segundo os pesquisadores, a privacidade que os espaços privados anteriores proporcionavam. Mensagens instantâneas dispararam, tanto no número total como na contagem total de palavras - 67% e 75%, respectivamente. 

Um dos autores do estudo, Ethan S. Bernstein, disse ao Quartz que o novo estudo reforça o argumento de que interações sociais intermitentes, em vez de constantes, otimizam nossa capacidade de resolver problemas complexos. Limites espaciais, diz, ajudam as pessoas a “entender seu ambiente, esclarecendo quem está assistindo e quem não está, quem tem informação e quem não tem, quem pertence e quem não pertence àquela situação, quem controla o quê e quem não, a quem se reportar e a quem não se reportar".


*Com informações da Época Negócios Online e Boletim Informativo LinkedIn

 

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