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Ricardo Abreu, diretor da Brasil Brokers Abreu, aposta no crescimento gradual

Comércio

29 de janeiro de 2018 às 09h45

Mercado imobiliário aposta no reaquescimento do setor

Depois de dois anos difíceis, de recessão, redução do poder de compra, juros altos e baixa oferta de crédito, o mercado imobiliário potiguar começa a projetar dias melhores, seguindo a tendência de retomada da economia. Para quem está disposto a voltar a investir, o segmento imobiliário é a proposta mais vantajosa do momento. Isso porque os estoques de imóveis estão cada vez menores, mas os preços ainda continuam vantajosos. A tendência é que essa realidade mude em alguns meses, com a valorização do metro quadrado em todas as áreas da cidade.

Para entender melhor este movimento, é preciso estar atento aos números. O Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (SINDUSCON-RN) faz um trabalho permanente de monitoramento com as pesquisas “Indicadores do Mercado Imobiliário”, divulgadas a cada três meses. Todas as sondagens realizadas em 2017 apontam que o segmento imobiliário continua sem lançamentos, processo que se repete há dois anos. Hoje há um estoque de menos de 2 mil unidades na Grande Natal. Isso significa que, em alguns meses, não haverá pouca disponibilidade e a tendência é que os preços subam.

Portanto, a melhor hora de comprar imóvel é agora. Em termos econômicos, para quem pensa em investir em imóveis, o momento também é excelente porque as construtoras e incorporadoras seguraram preços e criaram inúmeras facilidades para reduzir estoques.

Crescimento gradual
Os maiores especialistas e profissionais do mercado imobiliário estão cautelosos, mas apontam sinais de crescimento e retomada para o próximo ano. Para Ricardo Abreu, diretor da Brasil Brokers Abreu e um dos mais experientes profissionais do Brasil, ao que tudo indica, 2018 será positivo, mas o crescimento será gradual. “Acredito que 2018 pode ser um ano de retomada dos lançamentos, mas pontuais, de condomínios verticais, alguns do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. Será uma retomada muito em cima do imóvel pronto, que já começa a ter uma boa procura”, afirma.

Ele acredita fortemente na venda de final de estoque, que ficou encalhado no período da crise. “Eu não estou vendo ainda as empresas incorporadoras programadas para grandes lançamentos em 2018. A tendência é para a venda de final dos estoques”, ratifica. “Enquanto tiver estoque, dificilmente teremos novos grandes lançamentos de empreendimentos. Isso faz com que as incorporadoras atravessem 2018 ainda com algumas dificuldades”.

E para liquidar o estoque no ano que vem e projetar um ano mais robusto, o empresário revela que a parceria com os bancos será fundamental. “Dependemos ainda de alguns fatores, um deles é como se comportará a Caixa Econômica, se vai voltar a financiar o imóvel pronto, que vem enfrentando uma certa dificuldade atualmente. E os outros bancos também. Além do programa ‘Minha Casa, Minhas  Vida’. Isso aí são fatores determinantes. Mas, no que depender da gente, estamos nos programando Mercado já projeta crescimento para um ano bem robusto”, aponta Abreu.

Estabilidade política
Presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN), o empresário Arnaldo Gaspar Júnior diz que a retomada do crescimento no setor depende de outros fatores como a estabilidade política no país. “Esperamos que essa estabilidade política possa voltar para que nós possamos retomar os lançamentos”.

Ainda segundo ele, a crise e o futuro incerto congelaram os lançamentos imobiliários em Natal e região metropolitana nos últimos dois anos, o que acabou refletindo na queda de estoque dos imóveis e tendo impacto social negativo, com o alto número de desemprego. O Rio Grande do Norte perdeu aproximadamente 17 mil postos de trabalho desde 2014. “É muito importante que essa retomada do mercado aconteça agora. Já sentimos sinais bastante promissores com a economia entrando nos eixos”, avalia o empresário, projetando um cenário mais otimista e o mais importante: a retomada do emprego no setor.

 

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